O cão e a raposa

Foi sem alvoroço que o Cão da quinteira falou à Raposa ladina matreira que buscava almoço:

Comadre Raposa o que a traz por cá?!

Assim de andar manso sem fazer barulho o rabo caído o olhar guloso…

Vamos cara amiga ora conte lá quero que me diga!

Que eu não acredito que vá de passeio. Eu sei que é fingida eu sei que é matreira…
Bem sabe que a vi ontem à tardinha a rondar a cerca desta capoeira!

Olhe que as Galinhas os Patos e os Galos não gostam de si.
Não vá visitá-los!

A mim não me engana Comadre Raposa.
Pensa que não sei que é falsa e manhosa?

Conheço-lhe a fama da sua esperteza!
Siga o seu caminho.
Não seja gulosa!

Vá pelo meu conselho
Volte lá para longe
onde tem a toca.

Que eu não sou de brigas nem armo em valente mas vou estar à coca vou ficar à espreita pois não estou contente.

E saiba a comadre – se isto lhe aproveita – que eu sou Cão pequeno mas… tenho bom dente!

Colori, colorado, está o conto acabado!

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